Quem, eu?!

Relações públicas, louca por praia, em especial, pela Praia do Rosa (SC) e amante da escrita.  Pra mim, escrever cartas, e-mails, posts e agora esse blog, é a melhor maneira de organizar meus sentimentos e ideias e, assim, viver melhor com todos eles.

Não sei vocês leitores, mas apesar de estar escrevendo este blog sobre o meu amor pela praia, eu juro que não gostaria que ele fosse tão grande.

Ele me consome desde as minhas primeiras lembranças da infância. Lembro-me de ser bem pequena e, durante o intenso inverno do RS, bagunçar o armário da minha mãe atrás do tubo de Sundown pra abrir e sentir aquele cheirinho bom que me levava diretamente pra praia através da minha super imaginação.

Com um time reforçado de amigas, amantes da praia tanto quanto eu, já se foram noites e noites passando relatórios de finais de semanas, feriados e férias para que as ausentes em questão pudessem ter uma noção em tempo quase real de tudo que podia lhes interessar: tamanho do mar, temperatura, quantidade de pranchas por onda, número de guarda-sóis por metro quadrado de areia, músicas preferidas tocadas na festa, presenças confirmadas, indesejadas e por aí vai. Nesse caso, nada melhor que o blog Vai pra Praia! pra facilitar a minha vida e aumentar o tempo do banho de sol.

Foto tirada pela amiga Melina Mello nas praias ventosas do RS.

Foto tirada pela amiga Melina Mello nas praias ventosas do RS.

Eu não turista

Como virginiana, metódica e ansiosa, tenho verdadeiro pânico de me sentir turista em algum lugar. E que fique bem claro aqui que não tenho nada contra os turistas e muito menos contra conhecer lugares novos. Principalmente se forem praias e, se as praias novas superarem meu amor pelas praias já conhecidas.

Mas sou chegada numa certa rotina. Gosto de chegar a um lugar e ter aquela sensação de estar em casa. Sabe aquela ideia de: “Adoro férias. Gosto de poder ir cada ano para um lugar diferente”. Pânico! Dez dias cronometrados pra ser feliz em um lugar onde você nunca foi, não sabe pra onde vai e nem pra que lado correr. Respeito mas não, obrigada. Fica sempre aquela dúvida “será que realmente visitei os lugares certos? Será que essa rua era mesmo a que tinha os bares mais legais? Será que essa praia era realmente a que mais tinha surfistas e menos vento?” Você nunca vai saber. Porque, provavelmente, você nunca mais vai voltar lá. Dificilmente sobra tempo pra trocar uma ideia com alguém que mora no lugar, saber o que o sortudo faz para ganhar a vida, ficar fritando na areia o tempo que você quiser, sem ter que sair correndo para uma caminhada ou para uma trilha nova, onde você vai tirar 300 fotos que nunca mais vai ver.

Feliz eu fico quando, depois de um dia lindo e quente de sol, todos os turistas vão embora e eu fico. Fico e tomo meu chimarrão em ótima companhia ou mesmo sozinha. Naquela hora em que o sol saiu da areia, mas ainda não saiu do mar. Naquela hora que a maresia chega acompanhada do silêncio e de uma sensação de paz quase palpável.

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