Praia: pra que amar tanto?

Já diriam muitos psicólogos: “a culpa é da sua mãe”. E tenho certeza que sim. Quem aqui que gosta muito, mas muito mesmo de praia e já não passou algum trabalho ou até mesmo sofreu por causa de tanto amor?

Tanto amor às vezes me atrapalha e já culpei minha mãe por isso. “Precisava passar três meses na praia comigo todo verão?”, “precisava me levar pra praia de manhã e à tarde quando todo mundo só podia ir de manhã?”, “precisava entrar comigo bem no fundão do mar e fazer buraco na areia até encontrar água?”, “precisava me ensinar a escalar as dunas e me mostrar um monte amiguinhos?”, “tinha que ser tão legal e me incentivar a caminhar de pés descalços, comer milho e picolé?”, “precisava dizer, quando eu chorava, que tudo ia passar com um banho de mar?”. Já repeti essa sessão de perguntas muitas vezes e a resposta dela sempre é um sorriso e um abraço. Sim. Ela me entende. Isso porque ama praia tanto quanto eu.

Não sei vocês, mas o meu caso é grave. Gravíssimo. É difícil amar praia e não morar de frente pro mar. Já sofro antes de ir com medo que termine. Quero sempre ser a primeira a chegar e a última a sair pra ter certeza que não perdi nenhum raio de sol e aproveitei tudo que foi possível do pacote “praia”. E isso dá bastante trabalho apesar de sempre valer a pena.

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Lendo as discussões da última semana aqui do blog, conclui que, de maneira geral, homens e mulheres concordam que quando o assunto envolve o tal amor verdadeiro, aceitamos abrir mão de certas coisas.

Já perdi as contas de tudo que abri mão em função do meu amor pela praia. Abri mão do trabalho (não pra sempre. Arrumei outro depois), abri mão de momentos importantes como aniversário de melhores amigas, pai e mãe, formaturas e casamentos, abri mão de ganhar dinheiro, e até de grandes amores. Claro que, depois disso, eles não se consideraram mais grandes amores. Sentiram-se trocados pelo mar. Mas eu sei o tamanho da importância de cada um na minha vida e o quanto me doeu fazer cada escolha. Mas enfim, o mar nunca me decepcionou.

Mas juro que tem momentos que não queria amar tanto a praia. Juro! É difícil assimilar a ideia de que às vezes simplesmente não dá pra ir. E ponto. Por falta de casa, por falta de companhia, por falta de carro, por falta de sol ou por falta de dinheiro. Não queria me importar tanto. Mas desisto. Não tem como. É impossível!

Algumas soluções que encontrei para me manter controlada:

– Arrumar um trabalho na praia no verão para o dinheiro não acabar;

– Conviver com pessoas que amam tanto a praia quanto eu para ser mais compreendida;

– Fazer contagem regressiva para o verão;

– Morar na praia: essa solução ainda não está em prática. Quem sabe em breve;

E a melhor de todas: escrever o blog Vai pra Praia para me sentir mais perto do mar, dos (as) praieiros (as) e dividir todo esse amor e essa saudade com vocês.

Força na peruca!

Essa semana tem feriadão e falta pouco para pegar a estrada. Destino? O de sempre: Vai pra Praia!

#vaiprapraia

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4 pensamentos sobre “Praia: pra que amar tanto?

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