A arte da convivência na praia

Capítulo I – Em busca da casa perfeita

Todo mundo aqui ama passar as férias na praia e espera o ano inteiro por esse momento, certo? Certo. E vamos combinar que esperar e planejar as férias é quase tão bom quanto vive-las, não acham? São tantas expectativas boas, planos que incluem pessoas que amamos, lugares novos que iremos conhecer ou mesmo novas histórias na mesma praia de todos os anos, contagem regressiva, tudo lindo.

Nem tudo. Quem aqui, enquanto planeja as férias, seja com família, namorado (a) ou amigos (as), gosta de ficar com a tarefa de “encontre um lugar para ficarmos”? Precisam concordar comigo que essa tarefa é praticamente a mais importante e difícil da gincana chamada férias, certo?

Caso você for passar as férias com a família, em alguma praia que não seja “a sua”, ou melhor, onde você ou sua família tem casa, prepare-se! Na posição de filho (a), alguns fatores têm que obrigatoriamente ser levados em conta nessa busca para que você não seja deserdado (a): seus pais querem uma casa perto da praia, pois não querem ter que pegar o carro toda hora; querem uma praia com pouca onda para que possam entrar tranquilamente no mar, sem perder o biquíni ou a sunga e nem ter que se preocuparem, caso haja crianças no grupo; querem uma praia que tenha barzinhos na beira, para que eles possam comer petiscos e tomar caipira e cerveja. De preferência, que possam abrir uma conta no caderninho do dono do bar, para pagar no final do verão; sua mãe quer uma praia com lojinhas, para poder passear no final da tarde, tomar um sorvete e fazer compras em dias de chuva; também precisa ser uma praia com pescadores, para que seu tio possa acordar cedo para comprar peixe fresco direto com os “locais”; a casa precisa ter uma área grande, para que todos possam sentar-se para olhar o movimento; precisa ter um pátio fechado, caso sua família tenha cachorros; precisa ter uma churrasqueira. Bem grande. Claro.

Família no blog Vai pra Praia

Se suas próximas férias serão estilo “lua de mel”, só você e seu/sua namorado (a), o cenário é outro. Se quem vai procurar a casa é a mulher e seu namorado surfa, atenção aos seguintes pré-requisitos: a praia escolhida deve ser tranquila, para que ele não tenha que disputar cada onda com mais 50 cabeças. Mas tranquila de gente, não de onda, ok? De preferência uma praia que te jurem que vai rolar altas ondas durante todo período da estadia de vocês. Recomenda-se pedir ajuda aos surfistas bem experientes para não errar; escolha uma casa que tenha um local aberto mas protegido, onde ele possa pendurar todas as roupas de borracha e guardar todos os seus equipamentos de surf em segurança; opte por uma praia com mais surfistas, assim você sempre vai ter a companhia na beira da praia de outras pessoas que estarão sozinhas, esperando os (as) namorados (as) saírem do mar – vide post sobre namorada de surfista (https://vaiprapraia.wordpress.com/2013/11/05/namorada-de-surfista-a-replica/).

Caso seja o homem o responsável por encontrar a casa perfeita, leve em consideração que sua namorada, caso não surfe, pode passar horas na beira da praia esperando por você: escolha uma praia que ofereça a possibilidade dela poder comer, beber e fazer xixi. Não estamos falando de restaurantes e banheiros, necessariamente. Tendo a possibilidade de o lugar atender essas necessidades básicas já está ótimo; lembre-se na hora de escolher a casa, que mulheres normalmente têm medo de aranhas, baratas, sapos e pererecas. Quanto menos animais selvagens no recinto, melhor para a vida dela. E para a sua também; caso vocês gostem de fazer jantas legais em casa, lembre-se de olhar se a cozinha do lugar oferece o mínimo de estrutura.

casal no blog Vai pra Praia!Para quem vai com as (os) amigas (os), como é o meu caso nesse ano, muita calma nessa hora! Prepare-se para um verdadeiro reality show! A simples escolha de uma casa pode se tornar uma prova de resistência até para as amizades de longa data. Quanto mais gente, mais difícil é a prova.

No caso de um grupo de mulheres funciona mais ou menos assim: todas procuram casas ao mesmo tempo. Uma procura pela casa mais barata, outra pela melhor localização. Tem a que quer escolher a casa mais bonita, a que quer a casa de confiança, a casa que tenha wifi, mais de um banheiro e espelho e também aquela que procura pela casa com os vizinhos mais bonitos. E assim, passam-se séculos e ninguém consegue chegar a um consenso. O grupo normalmente começa com 50 candidatas interessadas e termina em seis ou sete que conseguem sobreviver a tanta discussão via whatsapp, e-mail e grupos no Facebook.

Viagem com as amigas no blog Vai pra Praia!

Quando finalmente se cansam de discutir e encontram uma casa que atenda, no mínimo, três dos quesitos citados acima e fecham o aluguel com o (a) proprietário (a), as outras 43 que haviam desistido da trip por motivos variados, retornam querendo fazer parte do grupo e ocupar um dos espaços disponíveis nem que seja com colchão de ar, barraca ou dormindo de pé no chuveiro. E por aí vai. A saga nunca tem fim! Começa então uma nova busca para atender às necessidades das novas sem-teto. No final, quase tudo dá certo e vira motivo de muita piada e risadas.

Tenho curiosidade de saber como funciona essa organização entre um grupo de homens. Tenho certeza que é bem diferente. Algum representante do sexo masculino poderia fazer a gentileza de escrever aqui para o blog e matar a minha curiosidade e dos demais leitores?

Estamos aguardando!

Em breve, um novo capítulo sobre a arte da convivência na praia.

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