Um Dia de Surfista – por Bárbara Viero e Cláudia Janjar

A experiência da blogueira e da colunista da sessão Vai pra Praia Musa dentro d’água!

Mais natural seria que o título da coluna de hoje fosse “Um Dia de Spa na Praia” ou “Um Dia de Rainha na Praia”, mas não. Acho que vamos decepcionar que estava esperando por isso.

O Vai pra Praia Musa quer botar as praieiras em movimento, em contato com a natureza e, com isso, alcançar ótimos resultados tanto para a saúde quanto estéticos. E fora que ninguém aqui desse blog bate muito bem da cabeça.

Pois bem. Depois de tantos anos admirando o surf e os surfistas (os surfistas muito mais), nesse último verão, eu e a colunista da sessão Vai pra Praia Musa, Cláudia Janjar, resolvemos nos aventurar em um dia de surfista na Praia do Rosa. PRE-PA-RA!

Claro que não foi uma aventura suicida, do tipo pegar uma prancha a lá louca e sair mar adentro. Fomos muito bem estruturadas e otimamente recebidas pelos nossos amigos da Escola de Surf Capitão David, fundada em 1993 e que fica no canto sul da Praia do Rosa.

Eu que achei que ia chegar, já cair na água e me afogar, fui pega de surpresa ao me deparar com uma espécie de sala de aula na beira da praia, com quadro e cadeiras. A diferença é que o professor vestia roupa de borracha e, ao invés de caneta, usava uma prancha. Ai que delícia!

Um dia de Surfista na Praia do Rosa

Capitão David fazendo o que sabe de melhor.

Então tivemos uma aula teórica de 40 minutos com o Capitão David que, cá entre nós, dá um baile em muito palestrante motivacional, desses que cobram uma fortuna pra falarem meia dúzia de frases prontas.

Além de apresentar a história do surf, abordou assuntos como modelos de pranchas e quilhas, formatos ideais para cada mar, situações de perigo e principais manobras. Saí da aula teórica me sentindo o Kelly Slater de tanto conhecimento e, ao mesmo tempo, apavorada pensando em como botar tudo aquilo em prática.

Para não desistir, seguimos um dos ensinamentos do Capitão, que diz que “a maioria das oportunidades que perdemos na vida é por medo ou por vergonha”. Então botamos as roupas de borracha de uma vez para ver se ficávamos com mais cara de surfista.

Um dia de surfista na praia do Rosa

Colunista Cláudia Janjar, lutador de muay thai Cesar Baumgartner e eu, disfarçados de surfistas.

O “resto” das três horas de aula aconteceu na lagoa do meio da praia, onde colocamos em prática todas as manobras, subida e descida da prancha, diferentes tipos de remada, o famoso joelhinho e todas as vídeo cassetadas que se possa imaginar. Afinal, os tombos também fazem parte do surf e é preciso saber cair com estilo. Sempre musas! Quer dizer, nem sempre.

Mas confesso que o mais difícil dessa etapa toda foi ter que carregar as pranchas até a lagoa e depois de volta para a escola. Cada dupla carregava duas pranchas, uma embaixo de cada braço. Sendo que uma pessoa ficava no bico das pranchas e a outra na rabeta (reparem como eu prestei atenção na parte das nomenclaturas, hein?). Acontece que a minha dupla era a colunista Cláudia Janjar, e nós simplesmente perdemos todas as forças de tantos ataques de risos que tivemos até chegarmos na lagoa. Viramos a maior atração da praia de tanto que ríamos e deixávamos as pranchas caírem. Se eu não frequentasse aquele lugar há dez anos, poderia tranquilamente ter sido confundida com uma turista.

Ao longo de toda a aula tivemos a incansável ajuda do Capitão David, repetindo cada manobra quantas vezes fosse preciso e também dos instrutores da escola Balaio e Pedro, o Pedrada, que ficavam de olho para que ninguém deixasse de fazer tudo certinho e, claro, deram boas risadas com os nossos tombos.

Ao final da primeira aula, próximo às 17h, o status atingido foi:

– Aproximadamente cinco litros de água engolida;

– Dores por todo o corpo: como se tivesse sido atropelada por uma patrola. Até os cílios doíam;

– Cotovelos ralados;

– Cara de loucas e escabeladas.

E o pior ainda estava por vir. A situação era a seguinte: com a aula terminando às 17h, tive que sair correndo da praia para estar no meu trabalho, no bar Beleza Pura, às 18h30. Linda, de banho tomado, cabelo liso, maquiada e bem disposta para sacudir uma coqueteleira a noite toda.

Duas coisas passaram pela minha cabeça, enquanto subia voando aquele morro do Rosa e em casa me arrumando: 1 “Se algum dia na vida eu voltar a namorar um surfista, juro que vou entender quando ele surfar o dia todo e estiver cansado para sair à noite. Juro Senhor! É humanamente impossível dar conta dessas duas atividades dentro das mesmas 24 horas de um dia”. 2 “Se eu quiser manter o meu emprego até o final do verão, vai ser impossível fazer as duas aulas que faltam”.

E foi exatamente isso que aconteceu. Não. Não comecei a namorar um surfista. Mas naquela noite, minha companheira de surf precisou me rebocar de carro depois do trabalho para casa, pois nem eu nem ela tínhamos condições de dar um passo a mais e, infelizmente, não pude fazer as duas próximas aulas. Claro que teria condições físicas e claro que fiquei com muita vontade. Mas precisava estar inteira para aguentar as noites de trabalho que, durante os dias de carnaval, foram bem frenéticas. Enfim, aquela velha história de que não se pode ter tudo na vida.

Conclusões após viver um dia de surfista

– Surf sempre foi o esporte que eu mais admirei. Principalmente por ser um esporte individual e pelo cenário que contribui bastante. Mas sempre achei que fosse muito difícil praticar. E realmente é. De todos os esportes que já pratiquei na vida, com certeza foi o mais difícil. Ganha da musculação, da patinação, do boxe e do muay thai de longe. Talvez pelo fato de não estarmos com os pés no chão e por não podermos parar a qualquer momento. Parar exige, no mínimo, pegar uma onda para sair do mar. Depois desse dia de surfista, os praticantes do esporte ganharam ainda mais meu respeito e admiração.

– Os ensinamentos aprendidos nessa aula foram muito importantes para seguir em frente. Para quem não surfa desde que nasceu, ter orientação de profissionais experientes faz toda a diferença.

Fica aqui, o compromisso de seguir em frente com esse desafio, agora na Austrália, nova morada minha e da musa Cláudia Janjar, a partir de abril. Esperamos, em breve, ter novidades da nossa evolução como surfistas para compartilhar com vocês.

Nosso agradecimento muito especial aos ensinamentos e carinho recebido de todos da Escola de Surf Capitão David da Praia do Rosa. Vocês são demais!

Um dia de surfista na Praia do Rosa

Um agradecimento especial do Vai pra Praia à parceria do amigo Pedrada!

Para quem ficou a fim de se aventurar no mundo do surf, fica aqui o contato da escola:

capitaodavidsurf@hotmail.com

Fone (48)99909458

Facebook https://www.facebook.com/capitao.david.3?fref=ts

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